Álbum da Copa: um case de sucesso offline

A Copa do Mundo de futebol é uma grande oportunidade de negócio para muitas empresas. Além de fortalecer suas marcas, o campeonato é um período propício para gerar relacionamentos ou faturar com a venda de produtos sazonais. Dentre a infinidade de opções, nenhum produto é tão curioso quanto o álbum de figurinhas oficial. Recorrente desde a Copa de 1970, ele é um case de sucesso, mesmo em um mercado em queda. Dentro de um cenário quase 100% online, vale a pena discutir como essa experiência offline engaja tantas pessoas.

O produto

O álbum da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, conta com 682 cromos. Cada uma das 32 seleções conta com 18 figurinhas de jogadores, o escudo e uma foto do time postado. Além dos times participantes e dos recorrentes cromos da taça, mascote e bola, na edição deste ano há ainda uma seção especial com times e jogadores lendários.

O produto foi disponibilizado no dia 18 de março, domingo, e distribuído junto aos principais jornais de 15 estados brasileiros. Assim, o álbum de R$ 7,90 chegou à mão dos interessados como brinde e ainda com 8 cromos para iniciar a coleção. Dois dias depois foi disponibilizada a versão de capa dura, em forma de kit com mais 60 figurinhas, a R$ 49,90.

Como ocorreu na última edição, em 2010, não se descarta a possibilidade de uma “correção” durante o mundial. Afinal, como o álbum sai muito antes das seleções serem convocadas, a editora tentar acertar as escalações. Dificilmente consegue, devido a lesões e mudanças técnicas. Por enquanto, a editora Panini, que produz o álbum, ainda não se posicionou quanto a este possível complemento.

O lado online

Tentando aproveitar o comportamento digital, o álbum também conta com uma versão online. Totalmente gratuita, ela tenta englobar o público que não deseja gastar com o produto impresso. Entretanto, quem compra as figurinhas tem vantagem. Atrás das principais figurinhas há um QR Code para também tê-las no álbum online. Além disso, neste ano, a Panini também apostou em um aplicativo de trocas, visando ajudar os colecionadores a completar os álbuns.

Para ajudar na divulgação, spots nas vias das principais capitais, pôsteres nas bancas, propaganda de tv, anúncios nas mídias sociais, e tudo o que o regulamento pede. Entretanto, a ação que mais chamou a atenção e viralizou nas redes sociais foi uma brincadeira com o casal Neymar e Bruna Marquezine. A Panini enviou uma carta para a atriz, namorada do camisa 10 da Seleção, com diversas figurinhas repetidas do jogador. No envelope estavam os dizeres: “Figurinha repetida completa álbum?”. A brincadeira se tornou um case de sucesso.

Oi, tem repetida?

Mesmo com tantas tentativas online, o que mais chama a atenção no álbum da Copa é a interação real entre as pessoas. O rito de ir à banca comprar novos pacotinhos, perguntar se a outra pessoa tem repetida, é passado de geração em geração. O mais interessante é que não há um público ideal. Dos mais novos aos mais velhos, as frases são iguais. A vontade de colar certinho e completar logo o álbum também. O maior desafio das marcas, trazer a experiência para o mundo real, é o ponto forte deste produto tão simples.

O álbum da Copa é um case de sucesso e que as empresas devem estudar. Vale a pena discutir se, no meio de tantas ferramentas tecnológicas, não se é esquecida a simplicidade dos ritos. Nada se compara à experiência real. É muito legal dividir com outro o mesmo propósito. Chegou a hora de cada empresa encontrar o seu próprio álbum e ajudar os seus clientes a viverem suas experiência de um jeito mais completo. Já completou o seu? Viva o álbum de Copa e que venha o Hexa! #AlôMãe

Pronto! Agora você já sabe tudo sobre como uma ideia simples pode movimentar multidões.Que tal planejar o seu  próximo case de sucesso? Solicite aqui um orçamento personalizado e comece hoje a planejar o seu evento de sucesso! Temos certeza que você também tem algo de muito legal para dizer para o mundo!

Vídeo: Reprodução | Revista Encontro

Deixe um Comentário